
O Primeiro Fenômeno Midiático do Crime
Jack, o Estripador, não foi o primeiro criminoso da história, mas foi o primeiro a surgir na era da comunicação de massa, gerando um frenesi mundial
Com a circulação de jornais mais baratos e acessíveis na década de 1850, as notícias sobre os acontecimentos em Whitechapel viajaram rápido
Foi nesse contexto que o nome "Jack, o Estripador" se consolidou, suplantando apelidos anteriores dados pela população e imprensa local, como "Avental de Couro"
Leitura recomendada:
O Caso Carlinhos e o Sequestro que o Brasil Jamais Esqueceu
As Cartas que Criaram o Mito
Grande parte da fama do Estripador deve-se à audácia de supostas comunicações enviadas à polícia e à imprensa
Outra correspondência notória, conhecida como a carta "From Hell" (Do Inferno), chegou às mãos de George Lusk, presidente do Comitê de Vigilância de Whitechapel
Hoje, historiadores debatem se essas cartas eram genuínas ou se foram forjadas por jornalistas da época para manter o caso nas manchetes e aumentar a venda dos periódicos
Uma Investigação Impossível
Para a Scotland Yard da era vitoriana, o caso era um pesadelo logístico
A investigação foi massiva: mais de 2.000 pessoas foram entrevistadas e cerca de 80 detidas para averiguação
Apesar dos esforços de inspetores como Frederick Abberline, as evidências eram circunstanciais
O Legado: A Ciência da "Ripperologia"
O mistério nunca solucionado deu origem a um campo de estudo próprio: a Ripperologia, termo cunhado na década de 1970
Atualmente, existem mais de cem nomes apontados como possíveis culpados em diferentes teorias, mas nenhuma prova definitiva surgiu